#48 - 7 motivos pelos quais você precisa investir em geração de energia sustentável:

operário utilizando bomba de drenagem

Com uma assiduidade cada vez maior, notícias sobre a iminência de um racionamento energético têm frequentado as mídias. Entretanto, cada uma trata de questões específicas, o que restringe a visão do real tamanho do problema como um todo. Neste post, compilamos os principais indícios recentemente apontados por fontes confiáveis, para ajudar você a melhor entender o panorama:

A consultoria PSR estima que, se o volume de chuvas de novembro a abril ficar em 80% da média, o risco de racionamento subirá para 35%. Para especialistas reunidos no 2º Encontro Nacional de Consumidores Livres, em Brasília, o quadro segue preocupante no ano que vem, com problemas de abastecimento, institucionais, financeiros e de eficiência. O risco de racionamento, hoje em 12%, pode quase triplicar, caso as chuvas no chamado período úmido voltem a decepcionar. A consultoria reviu a alta no custo médio da eletricidade este ano, de 25% para 28%, após a decisão do governo de congelar o repasse de R$ 4 bilhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para socorrer o setor. A energia deverá sofrer acréscimo médio de R$ 50,00 por megawatt/hora (MWh) em 2015.



As projeções dos que asseguram que não haverá racionamento não levam em conta, em seus cálculos, o assoreamento dos reservatórios, nem a capacidade efetiva de oferta de energia das usinas termoelétricas, dadas as necessárias paradas programadas para manutenção.



Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, de 42 empreendimentos leiloados de 2000 a 2012, que somam 28.834,74 MW de potência, apenas dez constituem usinas com reservatórios. Essas dez usinas agregam somente 1.940,6 MW de potência instalada ao sistema elétrico. Os outros 32 empreendimentos, num total de 26.894,14 MW, são de usinas a fio d’água, ou seja, sem qualquer capacidade de guardar água para geração de eletricidade nos períodos secos. Apenas 6,73% da capacidade de geração desses empreendimentos são, portanto, provenientes de usinas com reservatório. O resultado é que a capacidade de armazenamento de água para o período seco nas usinas hidrelétricas brasileiras vem caindo, em face do aumento da demanda. Essa capacidade, que já foi plurianual, no passado, e era de 5,6 meses, em 2012, cairá para cinco meses, em 2016, e para 3,24 meses, em 2022, de acordo com o Plano Decenal do Ministério de Minas e Energia.



Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que quase três mil MW, relativos a cerca de 70 usinas, previstos para entrar em operação no primeiro trimestre deste ano, mesmo após inúmeras revisões de prazo, tiveram as suas datas de operação adiadas para os próximos meses. Isso representa quase 90% do total previsto.



A Medida Provisória nº 579, de 2012, retirou das estatais de energia grande parte da sua renda, descapitalizando-as, quando se apropriou dos seus lucros com a geração de energia elétrica para promover a redução tarifária para os consumidores. Elas só não enfrentam, ainda, o efeito pleno dessas dificuldades, em virtude das indenizações que estão recebendo, em decorrência das regras estabelecidas na MP. Mas essa não é uma fonte inesgotável e a Eletrobras terá que conseguir recursos, para dar prosseguimento às muitas obras que contratou.



Conforme informa matéria publicada no jornal “O Globo”, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou fortes indícios de que a capacidade de geração de energia elétrica no país configura-se estruturalmente insuficiente para garantir a segurança energética dentro dos parâmetros estabelecidos. Segundo o acórdão votado ontem em plenário, são quatro os pontos críticos apontados pelo tribunal: falhas no planejamento da expansão da capacidade de geração, superavaliação da garantia física das usinas, indisponibilidade de parte do parque de geração termoelétrica e atraso na entrega de obras de geração e transmissão de energia elétrica.



Obviamente, como em todo período eleitoral, os candidatos à reeleição precisam ser otimistas e não falam em crise. Após o final das eleições, os problemas terão de ser abordados de forma mais pragmática e o racionamento é uma das poucas saídas que restará.



Até que medidas mais efetivas sejam tomadas, a tendência é que o racionamento se inicie de modo abrupto e emergencial. Para toda a indústria, não apenas a de construção civil, o alerta é se preparar já, não apenas considerando um racionamento, mas também uma alternativa de custo para os horários de pico, onde o valor do kW /h será cada vez mais alto.

Neste cenário, a indústria nacional de geradores portáteis a Diesel vem ampliando sua oferta de soluções, oferecendo desde aplicações de pequeno porte até vários MW em paralelismo. A fabricação nacional facilita o acesso, através de programas como o FINAME e o cartão BNDES. Outra vantagem que tem promovido a expansão do uso deste tipo de equipamento em outras indústrias, além da construção civil, é a sua portabilidade: não precisam de instalações específicas (já vêm prontos para usar), podem ser alocados em locais descobertos e dispensam menos cuidados, como por exemplo troca de bandejas de contenção e manejo de vazamentos. Vários modelos nacionais de última geração já possuem incorporado a seus projetos um chassi totalmente vedado e certificado contra vazamentos, o que também agrega um importante componente de sustentabilidade à solução.(leia mais no post #02 do BlogER).

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
Loading
Conheça Nossos Canais:








 

VÍDEOS EM DESTAQUE

Assista o vídeo
Atlas Copco - Compressores de ar portáteis - Hard Hat (Carenagem reforçada)
Assista o vídeo
Atlas Copco - Compressores de ar portáteis - Hard Hat (Carenagem reforçada)
 

Sobre o blogER

O blogER, é um blog feito para engenheiros e profissionais da construção civil. Para saber as novidades do setor de energia portátil, entre no nosso blog, e também nos acompanhe nas redes sociais.

 
 

Comentários

Não há comentários para este artigo.

Nome:

Comentário: